quinta-feira, 29 de abril de 2010

Capitulo 6: A Reforma Regimental

O capítulo seis inicia com a proposta de reformulação das regras de votação da instância máxima da constituinte e como ocorreram as negociações para que essas novas regras entrassem em vigor. No entanto, não houve acordo para a aplicação desse novo conjunto de regras, que diminuía o número de votantes no processo final da constituinte, assim começa uma série de manobras para o início das votações, em que, cada grupo procurava manipular as situações de acordo com seus interesses. O “Centrão” era o grupo com maior número de integrantes, os partidos de esquerda eram em menor quantidade, esses dois grupos viviam em disputas para tomada de decisões durante todo o processo de votação.

Dessa maneira, esse capítulo mostra as disputas entre os grupos “centrão”- partidos mais a direita- e dos partidos mais a esquerda, na tentativa de gerar mudanças no processo de votação em dois turnos, assim como a manipulação do início da votação do texto da Comissão de Sistematização, de maneira, a mostrar as estratégias utilizadas para coleta de assinaturas e votos, bem como as posturas de cada grupo perante as propostas de reforma.

Como forma de ilustração das manobras políticas, das variações de votos e também as variações de coalizões o autor faz uso de várias tabelas, em que, revela os dados de cada partido, bem como posicionamento partidário, número de membros por partido, variação de votos, e preferências políticas. Além disso, o autor faz uso de uma série de notas de roda pé, em que, transcreve o discurso de determinados agentes políticos revelando o posicionamento e a postura adotada por cada um. Ainda nesse sentido, o mesmo utiliza uma série de documentos que legitimam sua argumentação ou mesmo descrição do processo de reforma regimental, dessa maneira, justificando através de documentos sua impiricidade.

Maria Laura Musegante

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